A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta quinta-feira (12) um projeto de lei que reduz a maioridade penal de 16 para 14 anos. A proposta agora segue para análise do Senado e, caso seja aprovada, dependerá da sanção do presidente Javier Milei para entrar em vigor.
A decisão reacendeu o debate sobre segurança pública, responsabilidade juvenil e políticas de combate à criminalidade no país. A medida foi defendida por setores do governo como uma resposta ao aumento da participação de adolescentes em crimes violentos.
O que muda com a redução da maioridade penal
Atualmente, a legislação argentina estabelece que menores de 16 anos não podem ser responsabilizados penalmente da mesma forma que adultos. Com a nova proposta, adolescentes a partir de 14 anos poderão responder criminalmente por determinados delitos.
Segundo o texto aprovado, a aplicação da lei penal a adolescentes seguirá critérios específicos, com possibilidade de penas diferenciadas e medidas socioeducativas.
Defensores da proposta argumentam que a mudança é necessária para atualizar a legislação diante da realidade atual da segurança pública.
Argumentos favoráveis à proposta
Parlamentares que votaram a favor afirmam que a medida busca combater a impunidade e reduzir a reincidência criminal entre adolescentes. Para esses setores, organizações criminosas estariam utilizando menores de idade para cometer delitos, justamente por conta das limitações da lei vigente.
O governo sustenta que a reforma não significa punição automática, mas sim a criação de um marco legal que permita responsabilização proporcional à gravidade dos atos cometidos.
Além disso, aliados do presidente Javier Milei defendem que a mudança pode funcionar como instrumento de prevenção e dissuasão.
Críticas e preocupações de especialistas
Por outro lado, organizações de direitos humanos e especialistas em políticas públicas criticaram a proposta. Para esses grupos, reduzir a maioridade penal não resolve as causas estruturais da violência juvenil, como desigualdade social, evasão escolar e falta de oportunidades.
Entidades internacionais também alertam que mudanças desse tipo devem respeitar tratados e convenções voltados à proteção dos direitos da criança e do adolescente.
Críticos afirmam que a medida pode levar ao aumento da população carcerária jovem sem necessariamente reduzir os índices de criminalidade.
Próximos passos no Senado
Após a aprovação na Câmara, o projeto será analisado pelo Senado argentino. O debate deve incluir audiências públicas e discussões em comissões antes da votação em plenário.
Caso o texto seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial. Se houver mudanças, retornará à Câmara para nova análise.
O governo demonstra confiança na aprovação final, mas a tramitação ainda pode enfrentar resistência de setores da oposição.
.webp)
.webp)
.webp)
.webp)
 (1).webp)
.webp)
 (2).webp)
.webp)
.webp)
English (US)