Calor extremo se intensifica no Centro-Sul do Brasil e acende alerta para riscos à saúde

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Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, porém intensificados neste fim de dezembro, ajuda a explicar por que uma ampla faixa do Centro-Sul do Brasil entrou em um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, grandes áreas do Sudeste, partes do Sul e do Centro-Oeste vêm registrando temperaturas muito acima do padrão esperado para esta época do ano, em um cenário marcado por persistência, recordes históricos e riscos à saúde da população.

Meteorologistas alertam que o fenômeno não se trata apenas de uma onda de calor pontual, mas de um evento mais duradouro, associado a condições atmosféricas específicas que dificultam a chegada de frentes frias e favorecem o aquecimento intenso.


Por que o calor está tão intenso neste fim de dezembro

De acordo com especialistas, o principal fator por trás do calor extremo é a atuação de um bloqueio atmosférico, sistema que impede o avanço de frentes frias e mantém o ar quente estacionado sobre uma mesma região por vários dias.

Esse bloqueio, combinado com alta radiação solar, baixa nebulosidade e pouca circulação de ventos, cria condições ideais para o aumento contínuo das temperaturas. O resultado é um calor persistente, tanto durante o dia quanto à noite, dificultando o resfriamento natural do ambiente.


Regiões mais afetadas pelo calor extremo

As áreas mais impactadas incluem grande parte do Sudeste, especialmente estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de regiões do Centro-Oeste, como Mato Grosso do Sul e Goiás. No Sul do país, cidades do Paraná e do interior de Santa Catarina também enfrentam temperaturas elevadas.

Em diversas localidades, os termômetros têm registrado valores acima dos 35 °C, com sensação térmica ainda maior devido à umidade elevada. Em alguns municípios, há registros próximos ou superiores a recordes históricos para o mês de dezembro.


Persistência do calor preocupa meteorologistas

O que mais chama a atenção dos especialistas não é apenas a intensidade do calor, mas a sua persistência ao longo dos dias. Diferentemente de episódios isolados, este evento se estende por uma semana ou mais, aumentando os impactos sobre a saúde, o consumo de energia e o abastecimento de água.

Segundo meteorologistas, a previsão indica que o calor deve continuar em boa parte do Centro-Sul, com alívio apenas pontual e temporário, dependendo da chegada de instabilidades ou chuvas isoladas.


Riscos à saúde aumentam durante ondas de calor

O calor extremo representa um risco significativo à saúde, especialmente para idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A exposição prolongada a altas temperaturas pode causar desidratação, insolação, queda de pressão, agravamento de problemas cardíacos e respiratórios.

Autoridades de saúde recomendam hidratação constante, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, uso de roupas leves e atenção redobrada com pessoas mais vulneráveis.


Impactos no cotidiano e na infraestrutura

Além dos efeitos sobre a saúde, o calor intenso impacta diretamente o cotidiano da população. O aumento no uso de ar-condicionado e ventiladores eleva o consumo de energia elétrica, o que pode sobrecarregar o sistema em algumas regiões.

Também há reflexos no setor agrícola, com estresse térmico em plantações e animais, e maior risco de incêndios florestais, especialmente em áreas com vegetação seca.


Relação com as mudanças climáticas

Embora eventos de calor intenso sejam comuns no verão brasileiro, especialistas destacam que a frequência, duração e intensidade dessas ondas de calor têm aumentado. Esse padrão está alinhado com os efeitos das mudanças climáticas globais, que elevam a temperatura média e tornam eventos extremos mais recorrentes.

Segundo climatologistas, episódios como o atual tendem a se tornar mais comuns nos próximos anos, exigindo adaptação das cidades, políticas públicas de mitigação e maior conscientização da população.


Quando o calor deve diminuir

A previsão indica que a redução do calor dependerá da quebra do bloqueio atmosférico, o que pode ocorrer com a chegada de uma frente fria mais organizada ou sistemas de instabilidade. No entanto, mesmo com possíveis chuvas, o alívio pode ser temporário, seguido por novas elevações de temperatura.

Meteorologistas reforçam a importância de acompanhar os boletins atualizados e os alertas emitidos por órgãos oficiais.