Brasil está se tornando o país das Bets? Veja o ranking com o crescimento acelerado de faturamento

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O mercado brasileiro de apostas esportivas e jogos online vive um momento histórico. Em 2025, o setor completa seu primeiro ano inteiro sob regulamentação, e os impactos já começam a ficar claros. Um levantamento realizado pela Blask em parceria com a brmkt.co mapeou as 20 maiores marcas de bets em operação no Brasil, com base em receita, presença de mercado e força de marca.


Apesar do crescimento e da consolidação do mercado de apostas no Brasil, especialistas alertam para um efeito colateral preocupante: o aumento do número de pessoas que apostam sem responsabilidade financeira. Relatos de entidades de defesa do consumidor e profissionais da área social indicam que há casos de apostadores que comprometem renda básica, deixam de pagar contas essenciais e até retiram dinheiro destinado à alimentação para continuar apostando. O cenário reforça a importância de políticas efetivas de jogo responsável, campanhas de conscientização e mecanismos de proteção ao usuário, especialmente em um setor que cresce rapidamente e tem forte apelo emocional e publicitário.


Regulamentação redefine o mercado de apostas

A entrada em vigor da legislação específica para bets, em janeiro de 2025, marcou o fim de um período de atuação sem regras claras. Desde então, as empresas passaram a cumprir exigências fiscais, operacionais e de comunicação, incluindo pagamento de outorgas, políticas de jogo responsável e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.

Esse novo ambiente elevou o nível de profissionalização do setor e tornou o mercado mais seletivo, reduzindo a atuação de operadores informais.




Levantamento identifica líderes em faturamento

Segundo o relatório da Blask e da brmkt.co, as 20 maiores marcas concentram a maior parte da receita gerada pelas apostas no Brasil. O estudo considerou dados de mercado, estimativas de faturamento, investimentos em marketing e engajamento do público.

As líderes do ranking se destacam por alto volume de usuários ativos, forte presença digital e parcerias estratégicas com clubes esportivos, ligas e influenciadores.


Branding forte é diferencial competitivo

Em um cenário regulado, o branding se tornou um dos principais ativos das empresas de apostas. As marcas mais bem posicionadas são aquelas que conseguiram construir uma imagem de credibilidade, transparência e entretenimento responsável.

O estudo aponta que empresas com identidade clara e comunicação consistente conseguem maior retenção de usuários, mesmo em um mercado altamente competitivo.


Publicidade responsável molda estratégias

A regulamentação trouxe limites claros para a publicidade das bets, especialmente no que diz respeito à proteção de menores e à associação entre apostas e ganhos fáceis. Com isso, as marcas precisaram reformular campanhas e discursos, priorizando mensagens mais institucionais e educativas.

Segundo o relatório, as empresas que se adaptaram rapidamente às novas regras evitaram sanções e fortaleceram sua reputação junto ao público.


Concentração de mercado tende a crescer

Outro ponto destacado pelo estudo é a tendência de concentração do mercado. Embora existam dezenas de bets autorizadas a operar no Brasil, a maior parte do faturamento está nas mãos de poucas marcas.

Especialistas avaliam que esse movimento deve se intensificar nos próximos anos, com fusões, aquisições e saída de operadores menos competitivos.


Impacto econômico e arrecadação

Com a regulamentação, o setor de apostas passou a contribuir diretamente para a arrecadação de impostos e taxas no Brasil. As 20 maiores marcas são responsáveis por uma parcela significativa dessa receita, reforçando a relevância econômica do segmento.

Além disso, o setor gera empregos diretos e indiretos nas áreas de tecnologia, marketing, atendimento ao cliente e compliance.


Desafios permanecem para o setor

Apesar do crescimento, o mercado ainda enfrenta desafios importantes. Entre eles estão o combate ao jogo ilegal, a fiscalização efetiva e a necessidade de ampliar políticas de jogo responsável.

O relatório aponta que a consolidação do setor dependerá do equilíbrio entre crescimento econômico, proteção ao consumidor e cumprimento rigoroso da legislação.